Quinta-feira, Fevereiro 17, 2005
"Já enviou 'curriculas'?"
Este parágrafo do artigo do JPP, no Público de hoje (Todos estes funcionários e assessores são militantes activos controlando secções ou sendo protegidos pela rede de influências que inclui deputados e dirigentes locais. Alguns são familiares dos familiares que chegaram a um emprego bastante razoável por esta via. O sistema de fidelidades e infidelidades políticas funciona aqui em pleno, visto que o recrutamento é fechado (dentro do partido, o que é natural), mas dependente da influência e não do mérito. As decisões são puramente discricionárias. Uns "chegaram" via JSD outros pelos TSD, outros pelas distritais, num sistema invisível de quotas que inclui muito clientelismo e patrocinato individual.) fez-me lembrar um comentário que um amigo meu costuma fazer a propósito deste processo de recrutamento dos boys:
Deveria perguntar-se, antes das nomeações:
"Já enviou 'curriculas' para arranjar trabalho (fora do partido ou do aparelho governativo)?"
Em caso de resposta afirmativa, já seria um (leve) indício de que, pelo menos uma vez, não fez parte do "Partido do Estado" (infra objecto de comentário) e de que, eventualmente, já teria dado provas da sua competência na sociedade civil.
Deveria perguntar-se, antes das nomeações:
"Já enviou 'curriculas' para arranjar trabalho (fora do partido ou do aparelho governativo)?"
Em caso de resposta afirmativa, já seria um (leve) indício de que, pelo menos uma vez, não fez parte do "Partido do Estado" (infra objecto de comentário) e de que, eventualmente, já teria dado provas da sua competência na sociedade civil.